terça-feira, 14 de setembro de 2010

Auxílio ao Mestre: Lição 12 - O Tríplice Propósito da Profecia

O TRÍPLICE PROPÓSITO DA PROFECIA

Por Francisco A. Barbosa
19 de setembro de 2010

(Dia Nacional da Escola Dominical)
TEXTO ÁUREO
"Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação" (1 Co 14.3).
- A origem do dom de profecia na igreja é o Espírito Santo, com a finalidade de fortalecer a fé do crente, sua vida espiritual e sua resolução sincera de permanecer fiel a Cristo e aos seus ensinos. Profetizar não é pregar um sermão previamente preparado. Profetizar é transmitir palavras espontâneas sob o impulso do Espírito Santo, para a edificação do indivíduo ou da congregação. ‘Edificar’ (gr. oikodomeo) é fortalecer e promover a vida espiritual, a maturidade e o caráter santo dos crentes. O Espírito Santo é o autor dessa obra através dos dons espirituais, pelos quais os crentes são espiritualmente transformados mais e mais para que não se conformem com este mundo (Rm 12.2-8).
VERDADE PRÁTICA
Através do dom de profecia, o Espírito Santo desenvolve e fortalece a fé dos crentes, despertando-os espiritualmente e confortando-lhes a alma.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Coríntios 12.4-10; 14.1-5
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Identificar o contexto de desordem na igreja de Corinto
- Explicar a importância do amor no uso dos dons.
- Conscientizar-se de que o uso dos dons deve ser em favor do coletivo
PALAVRA-CHAVE
Dons espirituais: - [Do latim donum + spirituale] dádiva, presente relativo ao espírito. Recurso extraordinário que o Senhor Jesus deixou a disposição da igreja.
COMENTÁRIO
(I. INTRODUÇÃO)
Os crentes de Corinto eram exagerados quanto a importância do dom de línguas, valorizavam-no acima dos demais dons. Paulo tendo colocado a discussão dentro da moldura apropriada do amor, busca agora encorajar aqueles crentes a reconhecerem o valor dos dons espirituais. A ênfase do capítulo 14 recai nos dons inteligíveis, principalmente a profecia. Hoje o assunto é acerca do tríplice propósito da profecia, baseado no texto de 2 Coríntios 14.3. Paulo explica aos crentes coríntios, e a nós, que os dons devem ser usados em amor, visando acrescentar ao todo, enquanto que o dom de línguas edifica somente o emissor, ou seja, é estritamente individual. O dom de profecia tem o caráter coletivo e busca o crescimento do Corpo de Cristo integralmente. Boa aula!
(II. DESENVOLVIMENTO)
I. OS DONS ESPIRITUAIS
1. A situação em Corinto. Os crentes de Corinto eram uma igreja que havia sido muito abençoada por Deus em diversos aspectos. No dizer de Paulo ao iniciar 1Co, ‘Deus abençoou-os com toda sorte de bênçãos espirituais’, de dons espirituais, ao ponto de ‘não lhes faltar dom nenhum’. Corinto era uma igreja pentecostal que possuía todos os dons do Espírito de Deus, através dos quais desenvolvia seu serviço prestando culto a Deus e cumprindo a sua missão neste mundo. Mas, posto que ocorresse abuso na prática dos dons espirituais, por motivos que desconhecemos, a igreja de Corinto, fundada por Paulo, em três anos de existência, começou a desviar-se dos padrões de conduta e de doutrina que o apóstolo havia estabelecido por ocasião de sua fundação. Paulo foi constrangido e inspirado pelo Espírito a escrever aos irmãos coríntios, para que tais distorções fossem corrigidas. Aquela igreja enfrentou problemas que são muito peculiares a nós hoje, o Espírito Santo equipou aqueles crentes e a nós com as duas epístolas aos Coríntios.
2. Conceito (vv.4-6). Paulo estava no seu último ano de ministério na cidade de Éfeso, quando recebe informações de que a igreja de Corinto não estava indo muito bem. As informações eram muitas e poucas delas eram boas. Paulo soube que havia divisões na igreja, que estava dividida em 4 grupos. Grupos que se formaram em torno de personalidades, de pessoas que tinham tido uma participação no passado recente da igreja, com o próprio Paulo e Apolo (cap. 3.4). Havia até um grupo que talvez fosse o mais perigoso deles que era o “grupo de Cristo” (‘...e eu, de Cristo” Cap 1.12). Eles diziam que não eram seguidores de homem algum e sim de Cristo. Era como se dissessem: não queremos estar debaixo da orientação ou da instrução e autoridade de qualquer homem porque recebemos tudo diretamente de Cristo. Alguns estudiosos têm identificado este grupo como o “grupinho dos espirituais” que falavam em línguas e se gloriavam por terem experiências extraordinárias; que não aceitavam a autoridade de Paulo na igreja e outras coisas mais. A igreja tinha todas estas divisões e além disso tinha problemas de ordem doutrinária. Um grupo não aceitava a ressurreição dos mortos (cap. 15). Havia um espírito faccioso naquela igreja; existiam problemas com respeito à doutrina da liberdade cristã ( 10:28). “Será que posso comer carne sacrificada aos ídolos”? Os “fortes” diziam que sim e subestimavam os “fracos”. Havia problemas com respeito às questões do casamento (cap. 7): O que é mais espiritual? Casar ou ficar solteiro? A igreja estava dividida por uma série de problemas que se refletiam no culto. Os “espirituais” falavam línguas sem interpretação para a igreja e desta forma não edificavam (14:5); os profetas falavam, mas não havia ordem de quem deveria falar primeiro (14:29, 32); as mulheres entusiasmadas estavam querendo tirar qualquer sinal de que há uma diferença entre homem e mulher dentro da ordem da criação de Deus (11:8-9); na hora da Santa Ceia havia pessoas que até se embriagavam (11:21) e participavam do sacramento sem ter o espírito apropriado. Corinto era uma igreja com graves complicações. Mas, mesmo considerando isso, era uma igreja que se gloriava de ser “espiritual”. Afinal, muitos, na concepção deles, não tinham os dons que indicavam a presença do Espírito Santo? Muitos não estavam falando em línguas durante o culto (Cap. 14)? Outros não estavam profetizando e trazendo palavra de revelação? A igreja pensava que era espiritual e considerava-se assim apesar de estar toda minada de problemas. (Corinto – Uma Igreja com Problemas de Disciplina: Uma Análise de 1 Coríntios 5, Augustus Nicodemus Lopes).
3. A lista dos dons e uma ilustração. A Bíblia emprega termos para os dons espirituais que descrevem a sua natureza. ‘Dons espirituais’ (gr. pneumatika, derivado de pneuma, ‘espírito’). A expressão refere-se às manifestações sobrenaturais concedidas como dons da parte do Espírito Santo, e que operam através dos crentes, para o seu bem comum (vv. 1,7; 14.1). ‘Dons’ ou ‘dons da graça’ (gr. charismata, derivado de charis, ‘graça’), indicam que os dons espirituais envolvem tanto a motivação interior da pessoa, como o poder para desempenhar o ministério referente ao dom (i.e., a capacitação dinâmica) recebido do Espírito Santo. Esses dons fortalecem espiritualmente o corpo de Cristo e aqueles que necessitam de ajuda espiritual (v. 4; ver Rm 12.6; Ef 4.11; 1 Pe 4.10). ‘Ministérios’ (gr. diaoniai, derivado de diakonia, ‘serviço’). Isso mostra que há diferentes tipos de serviço e que certos dons envolvem o recebimento da capacidade e poder de ajudar e assistir o próximo (vv. 4,5,27-31; Ef 4.7,11-13). Paulo indica que o aspecto ministerial dos dons fala do ministério do Senhor Jesus como ‘Servo’. Assim, a operação dos dons é definida em termos da presença e da ação de Cristo em nosso meio (cf. v.3; 1.4). ‘Operações’ ou ‘efeitos’ (gr. energemata, derivado de energes, ‘ativo, enérgico’). O termo indica que os dons espirituais são operações diretas do poder de Deus Pai, visando resultados definidos (vv. 6,10). ‘A manifestação do Espírito’ (gr. phanerosis, derivado de phaneros, ‘manifestar’) realça o fato de que os dons espirituais são manifestações diretas da operação e da presença do Espírito Santo na congregação (vv. 7-11).(Stamps, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, nota do texto de 1Co 12.1-6). O capítulo 12 encerra-se, ensinando aos crentes a buscarem os "melhores dons". Nesse momento, Paulo introduz o tema do capítulo seguinte, o amor, que ele chama de "caminho mais excelente" (12.31).
SINÓPSE DO TÓPICO (1)
Os dons espirituais devem ser administrados em prol da edificação da igreja, fato que não estava ocorrendo em Corinto.
II. A IMPORTÂNCIA DO AMOR
1. A relação entre a caridade e os dons (14.1).Paulo recebe informações de que a igreja de Corinto não estava indo muito bem. As informações eram muitas e davam conta do devaneio doutrinário daquela jovem igreja. Havia divisões na igreja em uma competitividade e um dos grupos parece exagerar no uso dos dons espirituais (12.29,30). Paulo começa seu ensino dos dons espirituais, partindo da verdade de que os dons e as manifestações do Espírito Santo exaltarão Jesus como Senhor da igreja. O intuito máximo da atividade do Espírito Santo é a expressão cada vez maior da pessoa, da presença, do poder, do amor e da justiça do Senhor Jesus Cristo. Na manifestação dos dons espirituais, o próprio Jesus, mediante o Espírito Santo, ministra ao seu povo, através do seu povo (vv 12-27; Mt 25.40). Paulo deixa um ensinamento muito oportuno para a igreja hodierna: ‘os dons espirituais não devem ser base para se destacar uma pessoa, ou para considerar um crente mais importante do que o outro ou mais espiritual (vv. 22-24). Antes, cada pessoa é colocada no corpo de Cristo de conformidade com a vontade de Deus (v. 18), e todos os membros são importantes para o bem-estar espiritual e funcionamento apropriado desse corpo. Os dons espirituais devem ser usados, não com orgulho, nem visando a exaltação pessoal, mas com o desejo sincero de ajudar o próximo, e com um coração que realmente se preocupa com os outros (cap. 13).
2. A nulidade dos dons sem caridade. 1 Coríntios 13 descreve o amor divino através de nós como atividade e comportamento, e não apenas como sentimento ou motivação interior. Os vários aspectos do amor, neste trecho, caracterizam Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Sendo assim, todo crente deve esforçar-se para crescer nesse tipo de amor. Paulo continua falando sobre os dons espirituais. Ele enfatiza, aqui, que ter dons espirituais sem amor (caridade), de nada adianta (vv. 1-3). O ‘caminho ainda mais excelente’ (12.31) é o exercício de dons espirituais com amor (vv. 4-8). O amor, sendo o único contexto em que os dons espirituais podem cumprir o propósito de Deus, deve ser o princípio predominante em todas as manifestações espirituais. Daí, Paulo exortar os coríntios: ‘Segui a caridade e procurai com zelo os dons espirituais’ (14.1). Os crentes devem, com muito zelo, buscar as coisas do Espírito, para que, assim equipados, possam ajudar, consolar e abençoar o próximo neste mundo.
3. A perenidade do amor. O cristianismo é a resposta humana para a revelação do Criador como Deus de amor. Em amor por aqueles que não o amavam, Deus deu-nos Seu Filho, e o Filho deu-nos a vida, e o Pai e o Filho, juntos, nos deram o Espírito Santo! O amor é a base sólida que garante o pleno êxito na corrida da fé. O amor busca o bem do próximo; o amor é um princípio de ação. É a base de todos os dons, esse espírito de amor é o fator de qualificação para o exercício nos padrões bíblicos dos dons do Espírito Santo. Os valores da fé, esperança e amor estão presentes neste século, mas no vindouro, a fé dará lugar à visão (2Co 5.7), a esperança será transformada em experiência (Rm 8.24), apenas o amor permanecerá, é eterno, pois como define João, ‘Deus é amor’ (1Jo 4.8).
SINÓPSE DO TÓPICO (2)
Os dons devem ser administrados sob o alicerce do amor, pois enquanto aqueles são transitórios, este é eterno.
III. O DOM DE PROFECIA (14.3)
Profecia, no seu étimo, significa ‘a declaração da mente e do conselho de Deus’ com o fim de edificar, consolar e exortar os crentes (1Co 14.3), enquanto que o efeito sobre os incrédulos era mostrar que os segredos do coração do homem são conhecidos por Deus, para convencer do pecado e constranger à adoração (1Co 14.24,25) [1].
1. Edificação. O endosso de Paulo da profecia sobre as línguas em reuniões da igreja é qualificado através de sua equação do valor das línguas com a profecia. Línguas sem interpretação edificam apenas o emissor. Profecia e línguas com interpretação ministram para a igreja como um todo. A edificação da igreja é sempre a diretriz no uso dos dons. É corriqueiro hoje as reuniões ‘extra-congregação’ na busca de profecias, devemos ter cuidado com as manifestações ‘espirituais’ ai apresentadas. Se elas causarem confusão ou abalar a fé dos mais fracos, devem ser rejeitas e tais reuniões e busca pelos ‘profetas’ repudiadas.
2. Exortação. Procurar convencer (por meio da persuasão, do conselho); Incitar à prática do que é bom ou conveniente; Admoestar, advertir. Exortar é chamar a atenção de alguém, que esteja errado, com a intenção de mostrar-lhe a verdade. É motivar outros cristãos a uma comunhão maior em Cristo (Rm 12.8; Hb 10.24-25), por exemplo: Barnabé (At 11.23-24); Paulo (At 14.22).
3. Consolação. (Do latim consolor, -ari, tranquilizar, reconfortar, aliviar, encorajar). Aliviar a pena, o sofrer de, o mesmo que confortar; Dar ou sentir prazer, satisfação; Conformar-se, resignar-se. Consolar é aproximar-se de alguém que precisa de conforto, de ajuda, de orientação e defesa, e amenizar o seu sofrimento. É chorar com os que choram. É preocupar-se com o caminhar de alguém. É transmitir luz, alegria e paz. “Porque todos podeis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam e todos sejam consolados”. “Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar”. (1Co 14.31; 2Co 1.4). Consolar os aflitos com atos de misericórdia (Rm 12.8;2 Co 1.3-7); Paulo (2 Co 1.4); Dorcas (At 9.36-39); Cristãos hebreus (Hb 10.34).
SINÓPSE DO TÓPICO (3)
O propósito do dom de profecia é edificar, exortar e consolar a Igreja de Cristo.
(III. CONCLUSÃO)
Há duas ordens que devem sempre vir juntas no culto público: ‘Seja tudo feito para edificação’ (1Co 14.26) e ‘Tudo, porém, seja feito com decência e ordem’ (1Co 14.40). A igreja de Corinto tinha sérios problemas com a ordem do culto (1Co 11.17-23). Eles estavam usando seus dons espirituais para agradar a si mesmos e não no exercício do amor para a edificação de toda a igreja. A palavra chave deles não era edificação, mas exibição! Paulo então dá várias orientações de ordem à igreja:
(1). Tanto o falar quanto o interpretar no culto público precisa ser feito com ordem (27-33). Onde o Espírito de Deus está agindo há auto-controle. Êxtase é evidência de que o culto não está sendo dirigido pelo Espírito Santo;
(2) As mulheres não podiam quebrar a ordem do culto público (34-35). As mulheres oravam e profetizavam na igreja (11:5), mas no caso aqui as mulheres estavam importando suas atitudes das religiões de mistério e conversando durante o culto ou interrompendo aqueles que falavam com práticas extáticas;
(3) Os crentes precisam estar alertas sobre o perigo de novas revelações que vão além da Palavra de Deus (36-40). Através destes versículos Paulo estava corrigindo aqueles crentes de Corinto que estavam dizendo: “Nós não precisamos da ajuda de Paulo. Não precisamos estudar a Bíblia. Não precisamos ter pastores formados nos seminários. O Espírito fala direto conosco”. Uma das marcas do verdadeiro profeta é sua obediência ao ensino apostólico. Que o Senhor nos abençoe e conceda-nos graça para vivermos nos domínios inefáveis do Espírito. Contudo, que todas as coisas sejam feitas "com decência e ordem", segundo a doutrina bíblica (1 Co 14.39,40).
BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- Lições Bíblicas 3º Trim. Livro do Mestre, versão eletrônica, CPAD (http://www.cpad.com.br);
- Stamps, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD;
- SOARES, Ezequias. O Ministério Profético na Bíblia. Rio de Janeiro, CPAD, 2010, p.143-162;
- LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p. 16-7; 203;
- [1] Dicionário VINE, M. Unger / W. White Jr. / WE Vine, CPAD, p 902.
APLICAÇÃO PESSOAL
Tem havido muito engano em nosso meio em virtude de não submetermos tudo ao escrutínio sério das Escrituras. O engano neste caso ocorre tanto naquele que proclama, como naquele que recebe uma pseudo-profecia. Qual é objetivo da profecia? ‘Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação’ (1Co 14.3). Profetizar é fortalecer e promover a vida espiritual, a maturidade e o caráter santo dos crentes. Portanto, toda profecia que não construir encorajar e aliviar o sofrimento, deve ser desconsiderada. Cuidado! Pois o diabo pode até usar alguém bem intencionado para amaldiçoar você, através de enganos sutis. Para não sermos enganados é necessário perseverar na ‘Doutrina dos Apóstolos’.
- As fontes da profecia:- O motivo que faz o dom de profecia sujeito ao julgamento da igreja é sem dúvida, as suas três fontes de inspiração: o espírito humano, o espírito imundo e mentiroso, e o Espírito Santo. A profecia oriunda do espírito humano e suas possibilidades, você encontra especialmente nos seguintes textos: Jr 23.16, 21 e 25. O dom de profecia não é um método humano de adivinhar a sorte, de prever o futuro, nem de tornar realidade os desejos dos crentes. Leia 1 Cr 17.1-4 e Ez 13.1-8. A profecia do espírito imundo, cuja preocupação é imitar as obras de Deus e usar o espírito de adivinhação e lisonja, pode muitas vezes passar despercebida pela sutileza de sua manifestação. É preciso estar em sintonia com Deus, para não cair no engodo de Satanás.
- O propósito do dom de profecia:- Sendo o propósito do dom de profecia, em primeiro lugar, edificar a igreja, é natural que o melhor lugar para o seu exercício seja no local onde os crentes se reúnem para a adoração, então, devemos evitar reuniões extra-congregação que mais se parecem com a ‘visão celular’. O dom de profecia não é para doutrinar a igreja, instruir o pastor e nem dirigir a vida dos crentes, e sim para informar, dar a entender pelo Espírito, deixando as decisões com cada um segundo a medida da fé.
- A disciplina do dom de profecia:- É uma bênção, quando usado com a disciplina que a Palavra de Deus recomenda:
-Todos podem profetizar (1 Co 14.5);
-Em cada culto, apenas dois ou três devem profetizar (1 Co 14.29);
-Dois crentes não podem profetizar ao mesmo tempo, pois criam confusão e deixam dúvidas sobre quem Deus está usando (1 Co 14.29).
-Se um crente estiver profetizando e um segundo começar a fazê-lo também, só vai criar uma competição entre profetas. A ordem é o segundo não iniciar, antes que o primeiro termine, e, se o fizer, que o primeiro se cale. O ensino é que até três podem profetizar, um após o outro, nunca ao mesmo tempo, pois Deus não é de Confusão (I Co 14.31, 33).
-A prova de ser espiritual e profeta é aceitar o que diz a Bíblia (I Co 14.37-40).
‘Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.’ (1Jo 4.1). ‘De sorte que as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos; mas a profecia não é para os incrédulos, e sim para os que crêem.’ (1Co 14.22). A profecia não é para os incrédulos, e sim, para os que crêem! Há muitas pessoas que levam profecias para os incrédulos e a Bíblia diz que não é para eles. Profecia é para o crente! Entretanto, anátema ao abuso e o uso indevido e irreverente desse dom! É provável que algum de meus leitores tenha sido vítima de ‘revelamentos e profetadas’, e esteja sofrendo com falsas expectativas geradas por essas ‘previsões’. O propósito da profecia, segundo a Bíblia, é edificar, exortar e consolar (1Co 14.3). Atenção! O Espírito não usará a manifestação desse dom para escolher seu cônjuge. Se alguém ‘profetizou’ para você sobre namorar uma ou outra pessoa, em nome de Jesus Cristo, renuncie essa palavra. O Espírito produz liberdade em nossa vida cristã (2Co 3.17). Ele jamais agirá contra seu livre-arbítrio de decidir namorar alguém ou não e assumir as responsabilidades por essa decisão. Não despreze as profecias! Despreze as ‘profetadas’. Anátema aos ‘profetas coríntios’! Eles estão usando seus dons espirituais para agradar a si mesmos e não no exercício do amor para a edificação de toda a igreja. A palavra chave deles não é edificação, mas exibição! O amor de Cristo Jesus está dentro dos nossos corações, tendo sido derramado pelo Espírito Santo que funde todos os carismas, é invariável e permanente.
N’Ele, ‘Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar’ (2Co 1.4),
Francisco A Barbosa
EXERCÍCIOS
1. O que de fato estava acontecendo na igreja de Corinto em relação à administração dos dons espirituais?
R. Abusos no uso dos dons na igreja de corinto.
2. Por que o amor é mais importante do que os dons espirituais?
R. Porque, enquanto os dons são transitórios, o amor é eterno.
3. Qual o conceito de exortação?
R. Defensor, advogado, intercessor, auxiliador e conselheiro.
4. Quais são os benefícios que a consolação pelo Espírito produz?
R. Renovação de expectativas, esperança e eliminação dos temores.
5. Qual o tríplice propósito da profecia no Novo Testamento?
R. Edificação, exortação e consolação.
Boa aula!

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Por que os crentes faltam às aulas da EBD? Leia e saiba.

Sim. Eu considero a EBD [Escola Bíblica Dominical] um dos melhores lugar de apredermos

a palavra de Deus,e crescer em sabedoria, graça e conhecimento. Contudo, me pergunto: Até quando? Até quando os cristãos virarão suas costas à EBD? Temos um arraial mui grande de crentes que tem por costume freqüentar os cultos, em maior volume numérico, aos domingos. Se é verdade que amamos tanto a Palavra de Deus e assim cremos que ela é, porque faltamos tanto aos cultos de ensino? Por que lemos tão pouco a Bíblia? Sem dizer os livros teológicos, a saber, os comentários bíblicos. Erramos em não conhecer a Deus e ao seu poder [Mt 22.29]. Nos culto evangelístico as pessoas recebem no coração a boa semente do Evangelho, se convertem ou são convertidas, contudo, na EBD, essas sementes nascem, crescem e criam raízes espirituais profundas.

Comumente todas as Igrejas protestantes, sejam elas históricas/tradicionais, pentecostais ou neo-pentecostais, tem EBD aos domingos pela manhã e cultos evangelísticos à noite, porém, uma maior parte da membresia não frequentam a EBD, inclusive, muitos obreiros também faltam e não dão o devido valor. É um descaso total dos membros. Por outro lado, a liderança ignora esse fato e nada faz eficientemente para reverter o quadro. Penso que este estado frio pode ser mudado.

Ainda creio que a solução virá, embora seja preciso mudar a visão administrativa, i.é, mudar a visão da liderança a respeito da importância do ensino em questão. Eis o que sugiro:

a) Investir em salas de aula compatível: nossas salas são inadequadas, não atraem, as cadeiras são antigas e sujas. Algumas ainda usam quadro de gis, reto-projetor, etc.

b) Qualificar, potencializar as aulas: aqui penso em conteúdo de qualidade, de tal forma que o aluno sinta apaixonado pelo conhecimento oferecido na EBD. Ainda há muito empirismo. O ensino bíblico/teológico da EBD precisa ser prático e relevante. É por isso que esse imenso arraial de cristãos que temos não consegue mudar comportamentos de nosso país. Resumindo: o sal está muito faco.

c) Investir numa dose equilibrada de marketing à EBD: Se quisermos ter em nossas igrejas cristãos espiritualmente enraizados e convictos, teremos primeiro que investir pesado na EBD. Note-se que é comum se dizer: "a EBD é a maior escola de ensino teológico a nível de mundo", contudo, nem mesmo 50% dos próprios membros da igreja a frequemtam. Algo está errado. Jesus atraía a multidão para si, melhor, atraía a multidão pelo ensino, no poder e autoridade de suas palavras. João Batista também. Paulo, ídem. E nós? Pensemos nisto.

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